Palavra de Especialista
Brasil vitrine do mundo
Maria Laura, diretora-executiva da Nivea, fala sobre estratégias de vendas e marketing para 2010 Texto Vivian Stychnicki
Apesar da crise, o Brasil é um dos mercados mais promissores do globo. Prova disto é a indústria de cosméticos que está a todo vapor. Principalmente porque, não apenas os brasileiros, mas o mundo está cada vez mais vaidoso, por isso, Mulher Executiva entrevistou Maria Laura P. Santos, diretora de marketing da Nivea Brasil
Nascida em Minas Gerais, formada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduada em marketing pela Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), Maria Laura P. Santos, 39 anos, trabalha todos os dias em nome da propagação da beleza.
Iniciou sua carreira como assessora de imprensa da Odebrecht, mas logo entrou para o mundo dos cosméticos pela empresas Sanofi Beauté e Davene. Em 2000, foi contratada pela Nivea Brasil como gerente de produto da linha Visage, foi diretora de vendas e hoje comanda a diretoria de marketing da empresa, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo no Brasil.
Certamente você deve se lembrar do creme da latinha azul, um dos hidratantes mais famosos da Nivea, que hoje possui uma linha de, pelo menos, 150 produtos. Mas, afinal, qual a relação do Brasil com essa empresa? Maria Laura responde com propriedade: "nosso país é um dos principais consumidores da marca, mesmo em tempos de crise, e promete gerar ainda mais lucros".
Beleza longe da crise
ME: O Brasil integra o grupo dos países mais importantes do mundo para a Nivea. O que faz com que a empresa seja tão bem sucedida em nosso país?
Maria Laura: O Brasil hoje é o terceiro maior mercado do mundo de cosméticos e vem crescendo a cada dia. Isso se deve ao fato da mulher brasileira ser extremamente curiosa e experimentar cada um dos nossos 150 produtos. As brasileiras ainda não são fiéis a uma marca, justamente por viverem nesse intenso momento de experimentação. Mas, com certeza, a característica mais forte, que faz da Nivea uma grande empresa aqui no Brasil, é a valorização em se cuidar.
ME: Mesmo diante da crise, no primeiro semestre de 2009, a Nivea registrou faturamento de 13%, resultado bastante positivo para a empresa. Quais as expectativas para 2010?
Maria Laura: A crise não impactou a indústria de cosméticos, pois a economia do Brasil está indo muito bem. Isso ficou evidente quando percebemos um número muito maior de pessoas usando produtos de beleza. Antes, dependendo da classe social, as mulheres usavam apenas um creme. Hoje, com as novas possibilidades econômicas, vemos que essas mesmas mulheres compram mais de um hidratante. Além disso, os consumidores passaram a usar produtos com maior valor agregado, ou seja, de melhor qualidade. Esses dois fenômenos fazem com que o segmento cresça bastante e, também, nos ajudaram a passar imunes a crise. Quanto às expectativas, acredito que nos próximos 10 anos a Nivea continuará com taxas de crescimento de dois dígitos.
ME: Além do Brasil, quais os outros países que também têm amplo mercado para a Nivea?
Maria Laura: A China consome muito os nossos produtos. Mas, têm diferenças, as chinesas preferem cuidar mais do rosto, elas não tomam sol de jeito nenhum, já as brasileiras são muito ligadas ao corpo. E na Rússia, a preocupação é a mão, por causa do frio. Esses são os três países que mais contribuem com a indústria da beleza. A Europa é um mercado mais maduro, não tem para onde crescer, pois as pessoas já consomem há bastante tempo e a população não é muito jovem.
A influência da internet
ME: Estudo realizado pela empresa de consultoria McKinsey aponta que a maioria das empresas aposta no crescimento em 10% das vendas online em 2010. Qual é o posicionamento da Nivea em relação às ferramentas tecnológicas?
Maria Laura: Parte do investimento da Nivea é reservado para as novas mídias. Internet ainda é um mundo muito desconhecido, principalmente, quando se quer falar com os consumidores. Nós fomos a primeira empresa do grupo BDF a fazer o e-commerce e, hoje, somos benchmarking para o grupo como um todo. Partimos para essa linha, pois vemos que o consumidor usa cada vez mais a internet e tem o direito de escolher e comprar quando quiser, sem ter que se deslocar. O e-commerce da empresa está indo super bem e nós recebemos comentários positivos sobre essa facilidade frequentemente. Mas, sem dúvida, a nossa principal missão ao usar a internet é oferecer todas as informações sobre os produtos, além de facilitar a compra.
Hipertexto
informação extra
Benchmarking é a busca das melhores práticas na indústria, que conduzem ao desempenho superior.
Hipertexto
informação extra
E-commerce, ou comércio eletrônico, é a forma online de compra e venda. Todas as informações sobre a empresa e a compra de produtos pelo site: www.nivea.com.br.
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >> |