Família
Está na hora de engravidar
A hora é agora? Texto Ana Paula Marques
Escolher o momento certo para se ter um filho sem que a gravidez e a maternidade prejudiquem a carreira é um dilema constante na vida das profissionais bem-sucedidas. Minimizar o impacto que a gravidez vai provocar no ambiente profissional é o grande desafio da executiva que quer ser mãe
Ter um filho é um projeto de vida e como qualquer projeto, ele precisa ser muito bem planejado. Determinar qual a ocasião ideal para se ter uma criança é tarefa bem mais difícil do que comandar uma equipe de 50 colaboradores, acredite! Avaliar se as condições emocionais, financeiras e profissionais são as mais propicias para tomar a importante decisão de ter um filho, sem que o plano atrapalhe a carreira profissional, é dúvida que aflige quase todas as mulheres. Muitas de nós priorizamos a carreira por acreditar que dedicando toda a nossa energia (e porque não dizer todas as nossas horas), ao trabalho vai consolidar a nossa trajetória profissional mais rapidamente, e deixamos para mais tarde a ideia de formar uma família. A grande dificuldade é que não existe uma data a ser escolhida no calendário. Chega uma hora que o alarme do relógio biológico toca e não dá mais para apertar o botão soneca. E esta é exatamente a hora em que idade fértil coincide com a idade produtiva. Nesta hora, o que fazer?
Gravidez versus trabalho
A questão gravidez versus trabalho não deve ser pensada como lados iguais de um imã que se repelem. A mulher precisa ter consciência que uma gravidez vai sim causar um grande impacto em seu ambiente de trabalho, mas não necessariamente em seu desempenho profissional.
A consultora de comportamento e etiqueta empresarial, Maria Aparecida A.Araújo afirma que "quando uma mulher engravida sua rotina muda. Ela precisa ir ao médico frequentemente e chegará um momento no qual ela irá se ausentar para ter o bebê. Todas essas variáveis acabam afetando o dia-a-dia da empresa e das demais pessoas que trabalham com essa mulher. E a futura mamãe não pode se transformar em uma profissional menos eficiente e produtiva por causa da sua condição de gestante".
Para que a gravidez não cause mal-estar entre a empresa e a executiva grávida, o ideal é que a mulher mantenha o seu comprometimento com o trabalho e não deixe de lado as suas responsabilidades profissionais. "É preciso separar o pessoal do profissional. Se prevalecer da situação para sair mais cedo do trabalho, para chegar mais tarde, para ir ao médico durante o expediente ou até para trabalhar menos, é extremamente prejudicial para o relacionamento corporativo", continua Maria Aparecida.
É importante também pensar em deixar um substituto para as suas funções durante o período de licença maternidade. Treinar um colega que possa fazer o trabalho tão bem quanto você durante a sua ausência demonstra comprometimento e preocupação com a equipe. Também é interessante se colocar à disposição da empresa para auxiliá-la, ao menos por telefone ou e-mail, em algum momento crítico durante os 180 dias de seu afastamento.
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